O Cordeiro e a Nova Vida

Postado em 05/04/2026, Irmã Selma Karina
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

O amor de Deus pela humanidade não é passivo nem distante, ele se manifesta na entrega do próprio Filho. "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5:8). Deus demonstrou seu amor por nós ao enviar Cristo para morrer em nosso lugar enquanto ainda éramos pecadores, o que nos revela que a iniciativa da redenção nunca partiu do ser humano, mas sempre de um Deus que escolhe amar antes de ser amado, que oferece o perdão antes mesmo de ser buscado. A cruz não foi um acidente na história, mas o plano eterno do Pai para resgatar seus filhos.

Tudo já havia sido anunciado e se cumpre em Jesus, que assume o nosso lugar, carrega o peso do pecado e abre o caminho de volta para Deus: "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53:5). Desde o Antigo Testamento, Deus já apontava para esse momento, o sangue do cordeiro em Êxodo 12:13 marcava livramento e proteção sobre o povo, mas aquilo era apenas um sinal do que viria.

Temos o Cordeiro revelado, entregue de uma vez por todas, seu sacrifício não foi parcial, foi completo: "Lançai fora o fermento velho, para que sejais nova massa, assim como estais sem fermento; porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós." (1 Coríntios 5:7). E a história não termina na cruz. "Não temais; pois sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia." (Mateus 28:5-6). Ele ressuscitou, confirmando que a morte não teve a última palavra. Diante disso, a Páscoa se torna um chamado vivo, não apenas para lembrar, mas para responder que somos alcançados pela graça mediante a fé, e essa fé nos conduz a uma nova vida: "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." (Romanos 6:4). A vida eterna começa no momento em que se crê, e o túmulo vazio não é só um fato histórico, é a prova de que tudo mudou, e que ainda hoje existe nova vida para quem decide se render a esse amor.

Irmã Selma Karina

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