Postado em 19/04/2026, Ir. Rogério Ribeiro
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais
terá fome.” (João 6:35)
João, o filho de Zebedeu conhecido como o “discípulo a quem Jesus
amava”, deixa claro o propósito deste Evangelho: “Estes, porém, foram
registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, para
que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). Embora todos os
Evangelhos levem a Cristo como o Salvador, o livro de João é único em seu
aspecto evangelístico. Mais de 90% dos escritos de João são únicos e não
encontrados nos outros Evangelhos. Nesse sentido, cada declaração de Jesus
registrada por João carrega um peso especial na revelação de sua identidade e
missão.
Neste contexto de riqueza evangelística, João escreve os sete “Eu sou”
de Jesus: o Pão da Vida; a Luz do Mundo; a Porta; o Bom Pastor; a
Ressurreição e a Vida; o Caminho, a Verdade e a Vida; e a Videira. Além
dos sete “Eu sou”, por mais sete vezes Jesus declara que é o EU SOU sem
nenhum complemento. João (4.26; 6.20; 8.24, 28, 58; 13.19; 18.5, 8). Ao usar
este título, Jesus faz uma reivindicação direta de ser o EU SOU do Antigo
Testamento (o “EU SOU”, do verbo hebraico “ser”). “Disse Deus a Moisés:
EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU
SOU me enviou a vós outros” (Êxodo 3:14).
Jesus, detentor de infinita sabedoria, em amor e no tempo oportuno de
revelação, declara: “Eu sou o pão da vida”. Ele não apenas apresenta uma
figura de linguagem, mas revela que Ele é o sustento mais básico e suficiente
para a vida espiritual do homem. Assim como o pão era elemento básico e
indispensável como mantimento cotidiano, Cristo se apresenta como aquele que
satisfaz plenamente a fome da alma. Ele nos faz uma afirmação e uma promessa:
“Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome” (João 6:35).
Buscar a Deus e crer em Jesus não é um ato momentâneo, mas uma entrega
contínua que resulta em satisfação completa e permanente. Neste sentido, a
promessa de jamais ter fome ou sede aponta para a suficiência absoluta de Cristo
para todos aqueles que nele depositam a sua fé.
Ir. Rogério Ribeiro
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